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sábado, 7 de dezembro de 2013

Fuzil AR-15 com impressora 3D


Americano faz fuzil AR-15 com impressora 3D e vende por US$ 452

O americano Gilman Louie utilizou uma impressora 3D Makerbot, que custa US$ 2 mil, para produzir um rifle AR-15 Gilman levou 24h para concluir a impressão. Atualmente, ele está produzindo a arma sob encomenda. Cada rifle custa US$ 452.
Louie gastou o equivalente a US$ 2 em plástico para imprimir o "corpo" da arma. Depois de imprimir, ele desembolsou entre US$ 400 a US$ 450 para completar a arma com partes que ele comprou na Amazon.com. Louie testou a arma disparando mais de 50 vezes.
As informações são do New York Post

Lei para banir armas feitas por impressoras 3D
O Congresso americano debate a renovação de um ato que proíbe o uso de armas de materiais indetectáveis, como as pistolas de plástico feitas a partir de impressoras 3D. O ato expira no próximo dia 9 de dezembro e os políticos americanos querem que o regulamento passe a valer por mais 10 anos.
Vídeo: http://tinyurl.com/lvf747v

Reportagem (em inglês): http://tinyurl.com/kzj8qfa


terça-feira, 3 de dezembro de 2013

O robô-policial


Empresa dos EUA apresenta o K5, o robô-policial

A empresa Knightscope, localizada no Vale do Silício, nos EUA, desenvolveu um robô-policial. O robocop K5 possui câmera de vídeo, câmera de visão noturna, radar, sensores de qualidade do ar, bem como um microfone. A empresa acrescenta que o K5 também irá utilizar GPS, uma  e sistemas de detecção de radiação biológica e química.

O K5 é uma mistura do R2 -D2, robô famoso da Saga de Star Wars e o robô da série Perdidos no Espaço. Segundo a Knightscope, o objetivo do robocop é "aumentar os serviços de segurança privada nos campi corporativos, escolas, shoppings, hotéis e em grandes edifícios".
A Knightscope diz que K5 utiliza uma combinação de robôs autônomos e análise preditiva para fornecer uma imponente presença física, mas amigável durante a coleta de importantes dados em tempo real no local, com vários sensores.

Os dados coletados por meio desses sensores são processados através de um motor de análise preditiva que é combinado com  o conjunto de dados sociais e a partir disso, é atribuido um nível de alerta que determina quando a comunidade e as autoridades devem ser notificadas.



Vídeo: http://tinyurl.com/mncqd2z

Site da empresa: http://knightscope.com/


segunda-feira, 29 de abril de 2013

Venda de armas

29/04/2013 - 03h00

Venda de armas para EUA sobe 187,5% na gestão Lula

RUBENS VALENTE
DE BRASÍLIA
Os Estados Unidos, que discutem restrições ao comércio de armamentos, adquiriram 7,9 milhões de armas de fogo do Brasil nos últimos 40 anos, e 59% desse total foi exportado durante o governo Lula (2003-2010).

É o que indica um levantamento inédito do Comando do Exército obtido pela Folha por meio da Lei de Acesso à Informação, com o registro detalhado de vendedores e compradores de 9,9 milhões de revólveres, pistolas, carabinas e espingardas, entre outras armas, enviadas para fora do Brasil de 1971 a 2011.

Leia a matéria completa clicando na figura abaixo.


sábado, 27 de abril de 2013

Tragédia vira documentário de TV

Produzido pelo canal de TV Discovery, o programa vai ao ar na noite deste sábado (27/04/2013).Tragédia vira documentário de TV Discovery/Divulgação

Hoje às 21h30min.

O maior desastre da história gaúcha será revelado em detalhes para mais de 13 milhões de lares de todo o Brasil, hoje à noite, por meio de um documentário produzido pelo canal de TV Discovery. Mesmo habituados a recontar tragédias, os responsáveis brasileiros e estrangeiros pelo programa revelam que os testemunhos colhidos sobre o incêndio da boate Kiss, em Santa Maria, comoveram a equipe de produção.

O especial foi realizado em tempo recorde a fim de ser exibido no dia em que se completam três meses desde a madrugada em que o destino das 241 vítimas foi selado.

Para reconstituir os eventos da noite em que o teto de espuma da casa noturna pegou fogo, o Discovery contratou a produtora Mixer, de São Paulo, uma semana após o incêndio. Essa rapidez é exceção ao período em que os documentários do canal costumam ser produzidos. Normalmente, recuperam eventos depois de passados meses ou anos. Foram dois meses e meio para concluir o trabalho, menos da metade do prazo normal.

A vice-presidente de Desenvolvimento e Produção da Discovery Networks na América Latina, a italiana radicada nos EUA Michela Giorelli, conta que a dramaticidade do caso gaúcho impressionou a todos e levou à mobilização quase imediata.
— Tomamos a decisão pelo impacto que a notícia teve em todo o mundo. O que mais me impactou foi a quantidade de jovens que morreram. Já fizemos vários programas sobre tragédias mas, nesse caso, eram muitos jovens começando a vida — revela Michela.

A executiva lembra que o canal também produziu um especial sobre o incêndio na boate argentina República Cromañón, que levou à morte 194 pessoas em 2004:
— Quando vi o que tinha acontecido em Santa Maria, pensei: “Que pena. É um outro Cromañón”. É o mesmo tipo de acidente, que envolve pouca prevenção e irresponsabilidade. Por isso, também procuramos dar voz aos especialistas e aumentar a consciência para esse tipo de problema.

Mas, enquanto o documentário Inferno em Cromañón veio cinco anos depois, o diretor da produção brasileira, Daniel Billio, 42 anos, entrevistou familiares ainda sob o impacto do desastre. O documentarista fluminense, morador de São Paulo há 20 anos, produziu em 2012 uma série de oito especiais sobre desastres aéreos para o Discovery. Ele afirma que a dor dos familiares se assemelha em ambos os casos, em que a morte ocorre de maneira repentina e em grande quantidade:
— Todo o processo foi muito doloroso, uma das missões mais difíceis da minha vida. Como sou documentarista, não jornalista, não costumo cobrir os fatos no calor dos acontecimentos. Nesse caso, me deu um nó na garganta durante as várias entrevistas com familiares — afirma Billio.

Fonte: http://tinyurl.com/cb3gmhu

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Empresas privadas vão reforçar a segurança no RS durante a Copa

Agentes contratados por empresas privadas irão reforçar a segurança do Rio Grande do Sul durante a disputa da Copa do Mundo de 2014. O estado deve receber mais de R$ 1 bilhão do governo federal para o combate e a prevenção de crimes durante o Mundial de futebol, como mostra a reportagem do RBS Notícias.

A qualificação do serviço de inteligência policial foi o item apontado como o mais importante em um seminário realizado em Porto Alegre que discutiu os preparativos da segurança para a Copa. Além disso, será preciso:
  • aprender inglês ou espanhol, 
  • gerenciar tumultos, 
  • controlar fronteiras e 
  • conter a criminalidade atual.
 "Estamos formulando políticas para que tenhamos, de fato, um cenário menos violento na Copa do Mundo", disse Airton Michels, secretário de segurança do Rio Grande do Sul.

O encontro debateu ainda maior participação de empresas de segurança privada. A ideia é que elas atendam estádios e a escolta de delegações.

"Já estamos estudando a qualificação melhor desta segurança privada. Não só dentro do estádio, mas em vários eventos que ocorrem para a Copa do Mundo a segurança privada vai ter uma participação efetiva", disse o Coronel Erlo Pitrosky, coordenador da assessoria de segurança da Copa de 2014.

Se preparar para a Copa significa, também, receber dinheiro do governo federal. A Secretaria Extraordinária de Grandes Eventos deve destinar ao estado R$ 69 milhões para a compra de equipamentos e R$ 1,2 bilhão só para o treinamento de agentes da segurança pública.

O governo diz que as polícias vão ganhar tablets para os carros, rádios com frequência digital, armas não letais, além de um centro de monitoramento interligado com outros estados.

"Eu acredito que é a área que tem mais ganhos, porque ela fica como legado", revelou Kalil Sehbe, coordenador do Comitê Gestor da Copa no Rio Grande do Sul.

A sul-africana Lisa já visitou muito o Brasil como turista. Morou na Inglaterra e vive na capital há 8 anos. Já foi vítima de assalto. Não se diz insegura, mas gostaria de ver mudanças para a Copa.
"Eu acho que seria importante ter um policiamento visível nas ruas, nas cidades", disse a tradutora Lisa Burger.

O Mundial de Atletismo e a Expointer vão ser usados como teste para o sistema de segurança da Copa.

Fonte: G1 26/02/2013 22h52

domingo, 23 de dezembro de 2012

terça-feira, 8 de maio de 2012

Segurança para a Copa de 2014

Brasil precisa reinventar seu planejamento de segurança para a Copa de 2014 - Brasil - Notícia - VEJA.com: " As cenas dos filmes de ficção, no entanto, não são muito diferentes do que hoje em dia já ocorre em cidades como Nova York, que conseguiram dar um passo além quando o assunto é gestão de segurança e comunicaçã"

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sábado, 10 de dezembro de 2011

Copa do Mundo de 2014: segurança, entretenimento e tecnologia

Copa do Mundo de 2014: segurança, entretenimento e tecnologia nos estádios
Veja como o Brasil está se preparando para não fazer feio na Copa do Mundo que acontecerá por aqui

Olhar Digital : Central de Vídeos : Copa do Mundo de 2014: segurança, entretenimento e tecnologia nos estádios:

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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Custo de projetos de segurança em São Paulo


04/12/2011 - 07h05

Segurança: projetos de especialista custam entre R$ 5.000 e R$ 8.000

CAMILA RODRIGUES
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA


Folha.com - Classificados - Imóveis - Segurança: projetos de especialista custam entre R$ 5.000 e R$ 8.000 - 04/12/2011:

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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Segurança nos estádios da Copa de 2014


Globo esporte - 30/11/2011 13h03 - Atualizado em 30/11/2011 13h03
COL detalha como será a segurança nos estádios da Copa de 2014
Sempre com auxílio das forças públicas, empresas privadas vão cuidar de toda a parte interna das arenas durante o torneio do Brasil.

O Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014 revelou como será a segurança nos estádios durante a competição que acontecerá no Brasil. De acordo com o diretor executivo de competições e operações do COL, a parte interna ficará a cargo de empresas privadas com o auxílio das forças públicas (Polícia Militar). Já a parte externa terá como responsável a PM.

Durante a palestra sobre o andamento das obras e do planejamento para a Copa, realizada na Soccerex, convenção de futebol que acontece no Forte de Copacabana até esta quarta-feira, Trade exibiu slides detalhando como será a segurança no entorno e na parte interna dos estádios.

A logística da segurança nos estádios foi dividida em três partes:
  1. perímetro externo imediato, apenas com forças públicas; 
  2. perímetro externo, com forças públicas e segurança privada; e 
  3. perímetro interno, com empresas privadas e o auxílio das forças públicas.

Observem a semelhança com a postagem deste Blog intitulada "DEFESA EM NÍVEIS" de junho de 2011.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Segurança Física com Pedras

Grandes pedras são utilizadas para proteger a sede da polícia da cidade de Waterloo, em Ontário, Canadá. 

Veja vídeo clicando aqui.

Uma série de grandes pedras foram adicionados ao pátio frontal da sede da polícia da cidade de Waterloo, em Ontário, no Canadá, a fim de ajudar a proteger o edifício.

A idéia surgiu depois que um homem, sem motivos aparentes, conduziu seu carro pela porta da frente do prédio, na manhã de domingo, 13 de novembro. O Dodge Magnum parou bem perto de onde os policiais trabalhavam. 

O Vice-Chefe de polícia, Steve Beckett, disse que "Temos que dar mais atenção para barreiras físicas, tais como blocos de concreto, muros e uma série de questões de segurança física nos próximos meses. Seria bom se pudéssemos fazer algo rapidamente, pois há uma preocupação imediata com respeito a este tipo de problema."

As pedras foram utilizadas para a proteção temporária na sede da Divisão Norte e da Divisão Sul até que uma solução mais permanente possa ser postas em prática.

Felizmente o acidente não aconteceu em horário mais movimentado, quando muitos oficiais, civis e público em geral, poderiam ter sido envolvidos.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Biometria de face na Copa 2014

Biometria de face pode ser usada em estádios da Copa 2014 - Futebol - iG:
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Biometria de face pode ser usada em estádios da Copa 2014

Software empregado em aeroportos para identificar terroristas pode servir para barrar 'hooligans' e criminosos

Raphael Gomide, iG Rio de Janeiro 29/11/2011 16:23
Uma tecnologia já usada para identificar terroristas e criminosos em aeroportos pelo mundo pode chegar aos estádios brasileiros que estão sendo construídos para a Copa do Mundo de 2014. Um software que reconhece, por biometria, rostos de  potenciais ameaças é um dos produtos de tecnologia disponíveis para os estádios inteligentes na Soccerex, feira de negócios de futebol, no Rio.

O equipamento da japonesa NEC pode ser usado para impedir que torcedores violentos, como os hooligans ingleses, entrem nos estádios durante a Copa. Para isso, é necessário o cadastro digital de uma “lista negra”, com as fotos dos torcedores vetados pela Justiça.

A partir de um cálculo da distância entre os olhos, nariz, orelha dos rostos, o equipamento usa a geometria para identificar a face das pessoas do banco de dados na multidão e as aponta aos responsáveis pela segurança.

“Esse aplicativo tem inúmeras utilidades e pode ser usado nos estádios, potenciais clientes. Ele ‘lê’ a geometria da face das pessoas e é capaz de determinar, com boa precisão, se aquela é a pessoa indesejada”, disse o representante de projetos especiais da empresa no Brasil, Alexandre Nakamura. Segundo ele, o estádio de Recife é um potencial cliente.

Uma tela aponta o grau de precisão do equipamento, dependendo do momento em que a imagem é capturada. Na amostragem do evento, o aparelho identificou alguns cadastrados, com eficiência que variou de 32% a 58%.

“Quanto melhor é a resolução da imagem maior é a precisão. O aparelho identifica o rosto mesmo quando há pequenas modificações, como o uso de chapéu e barba, por exemplo”, afirmou Nakamura.

De acordo com ele, as polícias se interessam frequentemente pelo software, em especial para tentar identificar ladrões de bancos, e pessoas que fazem “saidinha” de banco. “O problema é que as imagens que eles têm, na maioria dos casos, são de baixa resolução, e com iluminação ruim. Isso influencia negativamente a identificação. As câmeras precisam ter certa resolução”, explica.

Por outro lado, muitos bancos também são clientes de olho nos clientes “VIP”. É a chamada “lista branca” – em oposição à “lista negra”. “Os bancos têm interesse em agradar o cliente VIP e lhe proporcionar atendimento especial, desde o momento em que entra no estabelecimento”, disse Nakamura.

domingo, 27 de novembro de 2011

Brasil pede identificação de hooligans


27/11/2011 - 09h33

Brasil pede identificação de hooligans para impedir entrada no país na Copa de 2014

Do UOL Esporte
Em São Paulo
Um dos grandes desafios do Brasil na organização da Copa do Mundo de 2014 é a segurança. E para começar o trabalho antes mesmo da competição, o país já avisou: quer os hooligans fora daqui durante a Copa, segundo publicou neste domingo o jornal "Folha de S. Paulo".
Segundo o jornal, a recém-criada Secretaria Especial para Grandes Eventos enviou aos chefes das polícias de Inglaterra, Alemanha, Holanda, África do Sul, Polônia, Argentina e Estados Unidos um relatório solicitando a identificação de torcedores "causadores de problemas". Assim, estes poderão ter o visto de entrada no Brasil negado. E se o torcedor for de um país que não precisa do visto para entrar aqui, ele poderá ser "barrado" nas fronteiras.
A organização do Mundial prevê que cerca de 600 mil torcedores assistirão à Copa-2014. Assim, pelo plano, a Receita Federal, a Polícia Federal e as Forças Armadas trabalhão no controle da entrada dos estrangeiros no país. E além dos baderneiros, a secretaria pretende também identificar e barrar a presença de eventuais terroristas, como foi feito na África do Sul, em 2010. Um grupo de argentinos nem desceu do avião em Johanesburgo. Antes da Copa, a polícia argentina enviou à segurança africana os antecedentes de aproximadamente 800 torcedores de organizadas. Desses, 29 foram deportados ou impedidos de entrar na África.
De acordo com a reportagem, estima-se que 45 mil homens serão mobilizados para a segurança da Copa no Brasil, sem contar os eventuais reforços das Forças Armadas e da Defesa Civil. O Brasil, no entanto, ainda não decidiu quanto será investido na segurança para o Mundial. Em 2010, a África do Sul gastou cerca de R$ 500 milhões neste setor.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Folha.com - Poder - PF vê elevado risco de terrorismo na Copa de 2014 - 17/11/2011

Folha.com - Poder - PF vê elevado risco de terrorismo na Copa de 2014 - 17/11/2011:

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Íntegra da entrevista. 

PF vê elevado risco de terrorismo na Copa

Chefe da Polícia Federal em SP diz que presença de autoridades estrangeiras no país aumenta chance de ataque.
Em entrevista à Folha, Roberto Troncon Filho também defendeu o uso de algemas em operações policiais.


FLÁVIO FERREIRA SILVIO NAVARRODE SÃO PAULO
A Polícia Federal trabalha com o cenário de "risco elevado" para atos de terrorismo na abertura da Copa de 2014, quando os olhos do mundo estarão voltados para a capital paulista.
Essa é a avaliação do superintendente da PF em São Paulo desde maio, o delegado Roberto Troncon Filho, 49, especializado no combate ao crime organizado desde 2004.
Em entrevista à Folha, o chefe do órgão em São Paulo também critica alterações no projeto de lei sobre lavagem de dinheiro e defende o uso de algemas em operações.
Leia trechos da entrevista.

Folha - O que o sr. achou do projeto de lei aprovado na Câmara que altera a legislação sobre lavagem de dinheiro?
Roberto Troncon - A principal mudança positiva é considerar lavagem de dinheiro a ocultação de bens obtidos por meio de qualquer crime.
A atual legislação se limita a uma lista: tráfico de drogas e crimes contra a administração pública e o sistema financeiro, entre outros. O segundo avanço é a ampliação da lista de pessoas obrigadas a prestar informações ao Coaf [órgão do governo que fiscaliza operações financeiras].

Há pontos negativos?
Houve um pequeno retrocesso na Câmara. O projeto previa a requisição pela polícia e pelo Ministério Público de dados cadastrais de bancos, companhias telefônicas, etc. O outro ponto retirado foi o do uso de bens apreendidos pelos órgãos de repressão à lavagem de dinheiro.

Como a PF está se preparando para a Copa de 2014?
Nossa atuação está relacionada ao controle migratório e para isso temos um plano de aperfeiçoamento. Mais de 70% de todo o tráfego de passageiros no Brasil ocorre em São Paulo. Além disso, temos a segurança de autoridades estrangeiras.
Há uma grande preocupação com atentados terroristas. Estamos com uma atividade preventiva muito forte, interação permanente com organismos policiais.

A abertura da Copa será em SP. Qual é o nível de risco em relação a ataques?
No Brasil o nível é muito baixo. Mas
um evento como a Copa pode ser, sim, palco de uma agressão, não contra o povo brasileiro, mas contra uma delegação estrangeira. Nesses períodos, a visão da PF é de um risco incomum e queremos nos preparar para um cenário em que o risco seria bastante elevado.

Operações da PF foram criticadas por excessos no uso de algemas e na exposição de pessoas presas.
Algemas, o melhor critério é: se está preso, está algemado. Não sei o que se passa na cabeça daquela pessoa, de repente está apática, mas, do nada, se atira pela janela. Quando se estabelece critérios subjetivos, é um problema. Já a exposição do preso, sou totalmente contrário. Tem cidadão que é preso e isso gera manifestações até da corte suprema, mas diariamente ligo a TV e vejo pessoas de camadas mais baixas expostas para as câmeras e ninguém reclama. É uma opinião pessoal.

Por que não houve escuta telefônica no inquérito sobre fraudes no Banco PanAmericano?
Ou não foi oportuno ou não houve necessidade. Não há mudança de metodologia. Em abril, de 125 mil investigações nossas em curso, só 300 tinham interceptações.