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sábado, 3 de julho de 2010

Alarme Falso

Residências e estabelecimentos comerciais que guardam em seu interior objetos de valor já estão, na sua maioria protegidos por sofisticados sistemas de alarme, seja ele destinado a detectar intrusão ou a evitar um incêndio. Independente da aplicação, ainda existe um vasto campo para o emprego dos equipamentos eletrônicos de segurança. Entretanto, ainda há uma enorme barreira a ser vencida: o falso alarme.
- Desculpa pessoal, alarme falso!! 

O sinal de falso do alarme acontece basicamente devido a problemas nos seguintes itens:
  • nos equipamentos;
  • na instalação dos equipamentos;
  • na manutenção do sistema como um todo;
  • na utilização e operação do sistema.  
 Dos alarmes falsos, 95% são causados pelos próprios clientes e têm como maior conseqüência à falta de credibilidade do sistema eletrônico de segurança, ameaçando a imagem do setor e das empresas que prestam os serviços na área, pois tanto os novos possíveis usuários, como as autoridades competentes terão a errônea idéia de que o sistema não funciona (Fonte: www.sulton.com.br)

Em pesquisas da NBFAA (National Burglary and Fire Alarm Association*) junto a seus membros, foi detectado que a maior preocupação do setor, a fim de aumentar a confiabilidade dos seus produtos, é a redução do falso alarme.

Reduzir os falsos alarmes é uma tarefa complexa que exige paciência e treinamento. Algumas etapas deste processo podem ser assim enumeradas:
  1. Determinar a taxa de falsos alarmes e suas causas.
  2. Avaliar os equipamentos instalados.
  3. Estabelecer métodos de testes dos equipamentos.
  4. Planejar e instalar corretamente os equipamentos.
  5. Conhecer o zoneamento estabelecido através dos sensores e centrais.
  6. Inspecionar a instalação.
  7. Treinar os operadores do sistema de segurança.
  8. Informar o usuário do sistema a respeito de suas características e forma de operação.
Em 1 deve-se procurar entender o o problema e suas causas. Em 2 e 3 a preocupação está voltada para os equipamentos instalados; suas características e forma de emprego. Em 4 e 5 o foco é a instalação. A manutenção é contemplada em 6 e a correta utilização do sistema , em 7 e 8.

* Associação americana destinada a  representar, promover e incentivar o 
crescimento e desenvolvimento profissional da segurança electrônica.

sábado, 26 de junho de 2010

Cercas Elétricas

Utilizadas na PROTEÇÃO PERIMETRAL.

Características:
  • Baixo consumo de energia,
  • Alta confiabilidade,
  • Baixo custo,
  • Manutenção elevada.
Funcionamento:
  • A central emite pulsos de Alta-Tensão (de 8.000V à 12.000V);
  • Ao tocar a cerca o invasor é atingido por estes pulsos;
  • A central dispara o alarme acionando uma sirene e uma discadora automática.

Legislação:
LEI Nº 8553, DE 12 DE JULHO DE 2000
Dispõe sobre a instalação de cercas energizadas destinadas à proteção de perímetros no Município de Porto Alegre e dá outras providências.
...
Art. 3º Será obrigatória em todas as instalações de cercas energizadas a apresentação de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART)
...
Art. 8º Fica obrigatória a instalação de um sistema de aterramento específico para a cerca energizada, não podendo ser utilizado para este fim outro sistema de aterramento existente no imóvel.
...
Art. 10. Os isoladores utilizados no sistema devem ser construídos em material de alta durabilidade, não higroscópico e com capacidade de isolamento mínima de 10 (dez) kV.
  • Parágrafo único. Mesmo na hipótese de utilização de estruturas de apoio ou suporte dos arames da cerca energizada fabricadas em material isolante, fica obrigatória a utilização de isoladores com as características técnicas exigidas no art. 10 desta Lei.
...

Art. 11. Fica obrigatória a instalação, a cada 10 (dez) metros de cerca energizada, de placas de advertência.
  • § 1º Deverão ser colocadas placas de advertência nos portões e/ou portas de acesso existentes ao longo da cerca e em cada mudança de sua direção.
  • § 2º As placas de advertência de que trata o "caput" deste artigo deverão, obrigatoriamente, possuir dimensões mínimas de 10cm (dez centímetros) X 20cm (vinte centímetros) e deverão ter seu texto e símbolos voltados para ambos os lados da cerca.
  • § 3º A cor de fundo das placas de advertência deverá ser, obrigatoriamente, amarela.
  • § 4º O texto mínimo das placas de advertência deverá ser de: CERCA ENERGIZADA, ou CERCA ELETRIFICADA, ou CERCA ELETRÔNICA, ou CERCA ELÉTRICA.
...
Art. 12. Os arames utilizados para condução da corrente elétrica da cerca energizada deverão ser, obrigatoriamente, do tipo liso.
Parágrafo único. Fica expressamente proibida a utilização de arames farpados ou similares para condução da corrente elétrica da cerca energizada.
Art. 13. Sempre que a cerca energizada for instalada na parte superior de muros, grades, telas ou outras estruturas similares, a altura mínima do primeiro fio de arame energizado deverá ser de 1,80m (um metro e oitenta centímetros), em relação ao nível do solo da parte externa do imóvel cercado.

Sensores Ativos

Utilizados na PROTEÇÃO PERIMETRAL
  • Também conhecidos por "sensores de barreira".
  • Não é necessário (e nem prático) cobrir cada centímetro do prédio com sensores infravermelhos passivos ou de microondas.
  • Sensores ativos são dispositivos compostos por um emissor e um receptor. 
  • O emissor envia um feixe de luz infra-vermelha para o receptor que recebe essa luz. 
  • Quando qualquer objeto ou pessoa cortar esse feixe, o receptor deixa de receber o sinal de luz infra-vermelha do emissor disparando o alarme.

Recomendações:
  1. Não ultrapasse o alcance máximo.
  2. Instalar o sistema com uma clara linha de visada entre o transmissor e o receptor. Se instalado ao ar livre, certifique-se de árvores, ervas, plantas,etc, não interfiram.
  3. Tenha cuidado ao instalar perto de superfícies reflexivas (isto é, paredes brilhante ou pisos). 
  4. Cuidados devem ser tomados durante o alinhamento para garantir que o feixe não esteja refletindo em alguma superfície.
  5. Não instale os receptores onde estes podem estar sujeitos a uma intensa fonte de luz (ex: nascente ou poente do sol).
OBS: É importante considerar que, para qualquer propósito, a PROTEÇÃO POR ÁREA deve funcionar como “retaguarda” da PROTEÇÃO PERIMETRAL.

Sensores com Dupla Tecnologia

Também conhecidos por “Sensores a Prova de Pequenos Animais” ou “Sensor Pet”.
  • Evitam alarmes falsos causados por pequenos animais.
  • Não devem ser considerados solução para os alarmes falsos. 
  • Dupla tecnologia:
    • Combinam um sensor PIR e um sensor de microondas (MW).
    • Funcionam com base no princípio de que ambos os sensores devem ser acionados simultaneamente.
    • Muito mais considerações devem ser levadas em conta uma vez que são dois sensores que estão sendo instalados. 
  • Utilizados na PROTEÇÃO POR ÁREA.
  • Consumo elevado:
  • Operação com fio.
  • Adequados tanto para uso interno como externo.
Principal característica: o detector é capaz de distinguir entre sinais causados por humanos e sinais causados por animais domésticos. Isto proporciona imunidade a falsos alarmes enquanto mantém apropriada performance de detecção a alvos humanos.

Sensores de Microondas (MW)

Utilizados na PROTEÇÃO POR ÁREA.
  • Detectam a intrusão com base na reflexão de Rádio Frequência (RF) do tipo microondas.
  • Mesmo princípio de funcionamento dos radares:
    • Emitem um sinal e captam seu reflexo.
    • A diferença entre a frequência do sinal emitido e do sinal refletido indica movimento na área protegida pelo sensor.
    • Qualquer tipo de movimento dentro da área protegida alterará a frequência refletida. 
  • As microondas penetram na maioria dos materiais, com exceção dos metais, onde são totalmente refletidas. 
  • Em aplicações de segurança são em geral vendidos em conjunto com sensores infravermelhos. 
Considerações importantes:
  • Possuem regulagem de sensibilidade.
  • Por estarem sempre emitindo um sinal são considerados sensores do tipo ATIVOS.
  • Funcionamento com fiação.
  • Consomem considerável corrente elétrica. 
  • Fique atento para não ultrapassar o consumo máximo permitido pela central de alarme.
Problemas mais comuns:
  • O sensor pode ser acionado acidentalmente por:
    • Lâmpadas fluorescentes,
    • Vibração ou objetos em movimento, tais como ventiladores e motores.
    • Se forem instalados em ambientes com paredes muito finas ou com vidro, podem detectar movimento nos ambientes adjacentes.
    • Proximidade de cabos de alta tensão (geram RF),
    • Movimento de água em tubos de descida de calhas ou drenos.
  • Nunca instale dois sensores de MW, que operam em freqüências iguais, no mesmo ambiente.Isto pode causar constantes falsos alarmes.

Sensores Infravermelhos

  • Utilizados na PROTEÇÃO POR ÁREA.
  • O sensor atua apenas quando detecta movimento.
  • Conhecidos pela sigla PIR (Passive InfraRed).
  • “Passivo” porque não emite nenhum tipo de sinal.
  • Detectam variação de radiação infra-vermelha. 
  • Normalmente empregados para uso interno, exceto o modelo que utiliza dupla tecnologia (infravermelho e microondas) que também, pode ser instalado em áreas semi-abertas.


Principais problemas/características:
    • Podem também ser acionados por pequenos animais, cortinas e outros objetos pendurados em balanço.
    • Turbulências ou rajadas de vento atingindo diretamente o sensor podem causar variações de temperatura e, em conseqüência, falso alarme.
    • Variações de temperatura podem também causar falso alarme, como por exemplo: áreas atingidas pelo sol, pontos quentes em máquinas, etc.
    • Raios e luzes muito brilhantes também podem acionar o sensor.
    • A sensibilidade do sensor diminui com o aumento de temperatura.
    • Objetos sólidos em geral bloqueiam a visibilidade do sensor.
    • O padrão de cobertura é normalmente modificado por reflexos ou superfícies não muito rígidas tais como plásticos, madeira, isopor, pano, etc.